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PNAD aponta desigualdade de rendimento domiciliar per capita por cor ou raça no Piauí

Os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelaram desigualdades sociais e econômicas entre os piauienses. Segundo a pesquisa Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), em 2017 o Piauí apresentou o quarto menor rendimento real efetivo domiciliar per capita do Brasil, no valor de R$ 889,00, equivalendo a 59% da média do rendimento verificado no Brasil (R$ 1.511,00).

Comparando o rendimento observado no Piauí aos maiores das unidades da Federação, observa-se que o valor equivale a 29% do rendimento verificado no Distrito Federal (R$ 3.087,00) e 45% do rendimento verificado em São Paulo (R$ 1.984,00).

Na amostragem do mesmo ano, que refere-se a desigualdade de rendimento real efetivo domiciliar per capita por cor ou raça, a população piauiense de cor ou raça branca representa 20,5% do total do estado, enquanto os pretos ou pardos, 79,4%.

No comparativo com o país, no Brasil a proporção da população de cor ou raça branca era de 43,6%, enquanto que os pretos e pardos era de 55,4%. Na análise voltada para a população do Piauí quanto à renda, registra-se em 2017 o contingente de pessoas entre os 10% com menores rendimentos cerca de 18,6% eram da cor ou raça branca, enquanto 81,2% eram de pretos ou pardos, guardando uma certa paridade com a participação total de brancos, pretos e pardos no total da população do Estado.

Porém, tal semelhança no Piauí não se observa quando é colocado em análise o contingente da população entre os 10% com os maiores rendimentos, pois nesta os brancos representam 40,9% do total, enquanto pretos e pardos alcançam 58,6%. Deste modo, verifica-se que, entre os 10% com maiores rendimentos, a população de cor branca tem uma representatividade duas vezes maior do que a sua participação no total da população piauiense, que é de 20,5%.