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Como equilibrar festas, férias, IPTU e IPVA no orçamento


Chegar em fevereiro com as contas no azul pode ser tão gratificante quanto aproveitar o final de ano e as férias de janeiro. Apesar da enorme lista de gastos dessa época do ano, com algumas dicas e um bom planejamento é possível começar o ano em paz com as finanças.

Veja a seguir as orientações que podem contribuir para que a sua passagem de ano seja feita com "muito dinheiro no bolso e saúde (financeira) para dar e vender".

1.Priorize as dívidas

Qualquer planejamento financeiro começa pela liquidação das dívidas e assim deve também começar o seu plano de final de ano. Se houver qualquer tipo de débito, esse será o primeiro foco do seu décimo terceiro. As compras de Natal e gastos das férias ficam em segundo plano. 

Em primeiro lugar, obviamente, não é racional gastar rios de dinheiro quando se tem dívidas a pagar. E como as dívidas têm juros - e em alguns casos eles são altíssimos -, pagar os débitos quase sempre será mais vantajoso financeiramente. Isso porque, na maioria dos casos, os juros das dívidas serão maiores do que possíveis rendimentos e descontos. Isto é, de nada adianta rolar uma dívida e pagar 10% de juros para conseguir pagar um produto à vista e obter um desconto de 5% ou para investir o dinheiro e conseguir menos de 0,5% de rendimento (que seria uma rentabilidade que se aproxima à da poupança).

 

2. Planeje os gastos obrigatórios e mais pesados

É final de ano, clima de festa, mas inevitavelmente janeiro chega e os típicos gastos do início do ano também. Portanto, depois de quitar eventuais dívidas, deve-se reservar parte do orçamento para os pagamentos que não têm escapatória, como o IPVA, o IPTU, as matrículas, os materiais e os uniformes escolares. 

Como estes gastos costumam ser mais pesados, se eles não forem planejados provavelmente vão estourar o seu orçamento. Por isso, é preferível maneirar nos presentes de Natal do que ter que se endividar para fechar as contas de janeiro. E além disso, o pagamento de impostos e de outros gastos mais volumosos, quando são feitos à vista podem gerar bons descontos, que via de regra vão gerar mais ganhos do que boa parte dos investimentos.

 

3. Monte uma planilha de gastos

O planejador financeiro da consultoria Dinheirama, Conrado Navarro, afirma que um dos principais erros em relação aos orçamento do final de ano é não listar todos os gastos. “Parece uma coisa chata, que não combina com as festividades, mas se você não faz uma lista, com certeza vai faltar dinheiro porque nós sempre esquecemos alguns dos gastos”, explica. 

Ele sugere então que em uma planilha sejam listados todos os gastos previstos, até mesmo os menos significantes. Dividir esses gastos em grupos pode ajudar a evitar que alguns deles sejam esquecidos. 

Como sugestão, um dos grupos pode ser destinado às compras de Natal e nele podem ser listados todos os amigos e parentes que devem ser presenteados; em outro grupo ficariam os gastos relacionados a eventos, como as ceias e festas de final de ano, que podem incluir bebidas, comidas e decoração; em outro grupo os gastos com viagens; e no quarto grupo ainda seriam incluídos os gastos de janeiro e de dezembro, com IPTU, IPVA, pagamento do décimo terceiro de empregados domésticos, as tradicionais “caixinhas de final de ano”, matrículas e materiais escolares. 

Além dessa planilha com os gastos apenas relacionados às férias, ao Natal e ao início do ano, se o consumidor ainda não tiver uma planilha das despesas mensais convencionais ele deve fazê-la, descriminando todas as suas receitas e as despesas. 

Assim, sabendo quais são os gastos indispensáveis é possível estimar se será possível gastar mais ou menos com as despesas de Natal e férias, que são as mais maleáveis. “Com essa organização é possível definir alguns limites de gastos, alguns valores máximos para gastar com presentes e mesmo cortar alguns custos que estavam previstos, mas não cabem no orçamento”, afirma Navarro.

 

FONTE: EXAME