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Teresina é a quarta capital de maior aumento na tarifa de transporte público

O teresinense iniciou o ano de 2017 com uma alta nos preços das passagens no transporte público que passou de R$ 2,75 para R$ 3,30 no valor integral. Com o aumento, Teresina tem o quarto maior reajuste entre as capitais do Brasil, sendo a primeira Recife, com reajuste de 33,9%, seguida de Brasília, com 25% de alta nos preços, e Rio de Janeiro com alta de 23%.

O aumento representa 20% a mais do que o valor pago anteriormente. Para um usuário que utiliza o transporte coletivo no mínimo 2 vezes ao dia, em um mês de 30 dias, o valor será de quase R$ 200,00, ou seja, mais de 21% do salário mínimo atual de R$ 937,00. Dessa forma, o custo de R$ 0,55 a mais no orçamento pode comprometer a renda de muitas famílias que utilizam o sistema para locomoção.

O reajuste supera o valor da inflação fechado no ano anterior e representa um impacto muito grande na vida de quem recebe apenas um salário mínimo, ou mesmo para aqueles com renda média de R$ 1.881,00 - dado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para renda em Teresina.

A tentativa de justificar o aumento com o novo sistema de transporte sendo implantado na cidade vai de encontro ao que o usuário vivencia diariamente: demora na espera pelo transporte, ônibus sem ar-condicionado e desconforto nas paradas.

A população tem questionado o reajuste desde os primeiros dias do ano, inclusive com alguns protestos nas ruas do centro. O que tem acontecido é que, mesmo com o congelamento no valor da tarifa dos estudantes pelo sexto ano, os trabalhadores que sustentam suas famílias lidam com a alta no preço da passagem sem encontrar melhorias imediatas no seu cotidiano.