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Comércio Exterior: Piauí fechou o ano com saldo positivo


Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a Balança Comercial Piauiense registrou um saldo positivo de  48,6 milhões de dólares no acumulado de janeiro a dezembro de 2017. Este saldo é a diferença das vendas de nossos produtos para o Exterior no valor de US$ 397,0 milhões menos o resultado das importações, no mesmo período, que atingiram o montante de US$ 348,5 milhões.

Houve um aumento de 126,84% no valor das exportações na comparação com o ano anterior, quando aquelas alcançaram o montante de US$ 175.002.250. O motivo principal do incremento deveu-se ao crescimento das vendas da soja que passaram de 97,6 milhões de dólares em 2016 para 310,6 milhões em 2017, resultando um crescimento de 218,13% neste período. No mesmo sentido, o mel natural cresceu 55,76% e a Cera Vegetal (cera de carnaúba), 6,95%. Embora em menores proporções a lagosta voltou a ser produto de exportação passando de 667 988 dólares para 2.436 620. Já o algodão e milho caíram 60,07% e 58,41% respectivamente. Em relação ao volume, o crescimento foi de 180%, muito maior do que o registrado em valor, mostrando que os preços das mercadorias piauienses caíram de preços, tendo em vista que o dólar não foi muito significativo porque permaneceu praticamente estável, no período.

O Estado do Piauí ocupa hoje a 20ª posição no Ranking Nacional, ultrapassando os Estados da Paraíba, Rio Grande do Norte, Sergipe, Distrito Federal, Amapá, Acre e Roraima.

 Os principais produtos de exportação foram a soja que contribuiu com 78,24%, a cera de carnaúba com 11,55%, o mel natural com 4,46% e a policarpina com 1,62%. De maio a setembro é o período que mais sai mercadorias para fora do país por causa da safra de grãos de soja.

De acordo com o MDIC 94,71% dos produtos que saíram do Piauí para o exterior são considerados Bens Primários (commodities), sendo 78,29% destinados a alimentos e Bebidas para a Indústria e 16,42% para Insumos Industriais.

O principal parceiro Comercial do Piauí continua sendo a China, tanto nas compras como nas vendas.  Em 2017 ela adquiriu 57,01% de todas as vendas do Estado, enquanto o segundo lugar vem os Estados Unidos com 7,74%. Por outro lado, os maiores vendedores para o Estado foram também a China e os Estados Unidos com 52,94% e 14,22% respectivamente

Do lado das importações, a participação do Piauí foi significativa, com 348,5 milhões de dólares, proporcionando um crescimento de 275,02% com relação ao ano anterior, provocado principalmente pelas compras de células solares em módulos ou painéis (34,07% ), laminados de ferro e aço (4,22% ), máquinas e aparelhos mecânicos( 10,27% ),  naftas ( 14,69% ) e trigo ( 3,44% ). As mercadorias adquiridas do Exterior tiveram como destino 51,59% para Bens de Capital e 33,31% para Insumos Industriais. Apenas 14,69% foram compras de combustíveis e lubrificantes.

O Comércio Exterior é uma via de mão dupla, deve ser vantajoso para quem compra como para quem vende. Se uma região tem vocação para um determinado produto ele deve vender para fora a produção excedente, assim como ficará esperando comprar de outra região que tenha vocação para outro produto, é o que o economista chama de vantagens comparativas.

Fonte: Fecomércio-PI